Sangue do meu sangue
Carne da minha carne.
Eu sou Sua semente...e não percebi.
Mas no fim, no intransigivel fim, notei isso...tarde demais.
Penso
Creio,
Acho...acho que errei, demais e muitas vezes mais.
O jeito Dele
O cabelo Dele
A cor dos olhos e da pele
O humor, ou a falta Dele.
A mesma impaciência
-você anda bebendo demais...
-você anda estudando pouco...
-você não deveria namorar este rapaz...
Penso
Creio
Acho...acho que não ouvi o suficiente e não tem ninguém pra me falar agora.
O medo de trovões
A paixão pelo samba
O Jeito distante
O Jeito rabugento...
-menina, você a cada dia fica mais parecida com seu Pai.
E só eu não percebi.
Mas agora...agora sim.
***
Quando criança eu só queria crescer. Depois de adulto tudo vira uma verdadeira porcaria, pena que a gente percebe isso tão tarde.
29 de noviembre de 2008
A Ele
escrivinhado por Fernanda Sousa às 01:10 2 pitaco[s]
22 de noviembre de 2008
rapidinhas
sonhei que eu comprava uma carteira de cigarros, desse preto q eu fumo quando bebo, numa boate derrubada. tinha uma racha uó reclamando q alguém tinha vendido a ela um dos cigarros dos que eu tinha por 15 centavos, e eu gongava a cunhã mandando ela fumar calton, já q ela era uó. ela me olhou com ódio...eu disse q se fosse eu, eu venderia por no mínimo 25 centavos.
cara q sonho nada a ver com nada...puta que pariu...
***
é galera, foi péssimo enquanto durou. saí de lalá e estou engrossando novamente as estatisticas do ministério do trabalho. com o pequeno detalhe de q eu não tenho mais 19 anos.
se alguém souber de uma vaga pra mim viu, tow precisada.
***
chegou a droga do natal. odeio essa decoração cafona das lojas e esse ar de que "todos temos que fazer boas ações". fodam-se todos. eu quero é um colar feito dos chifres das renas do papai noel.
***
gentem, eu não queria comentar, mas...estou em crise.
***
escrivinhado por Fernanda Sousa às 01:21 0 pitaco[s]
16 de noviembre de 2008
Poema do contexto
Dobro e desdobro
abro, fecho
me transformo.
Em um, um milhão
faces, facetas, multifacetada sou.
Portas, janelas e fechaduras.
Entre sem bater,
bata antes de entrar,
não perturbe.
Dentre tantos comodos para andar
tantas possibilidades
escolhe:
Entrar ou sair?
Estar ou deixar?
...
"Mulher é desdobravel. Eu sou..." (*)
(*)título do poema de Adélia Prado.
escrivinhado por Fernanda Sousa às 01:02 4 pitaco[s]
14 de noviembre de 2008
Para você, um presente.
"José Arcadio Buendia se atrevió a murmurar:
- Es el diamante mas grande del mundo.
-No - corrigió el gitano. Es hielo."
G.G.Marquez. Cien años de Soledad.
"Advinanza
De la esperança:
lo mío es tuyo,
lo tuyo es mio;
toda la sangre
formando un rio"
Nicolás Guillén. El libro de los sones.
o 1o do grande amor da vida toda G.G Marquez, em homenagem a minha aquisição na bienal do livro hoje, o exemplar em espanhol.
=]
o 2o em homenagem ao presente que ganhei do Jorge Reina, cubano que conheci na bienal, e que me regaló el libro de Guillén me fazendo prometer que eu me apaixonaria por ele também.
=]
escrivinhado por Fernanda Sousa às 00:21 1 pitaco[s]
6 de noviembre de 2008
coisinhas
menti.
ele descobriu e jurou me abandonar.
fudeu.
kkkkkk
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Pessoas queridas demais,
Minha defesa do artigo será quinta feira 06 de novembro no núcleo de lo línguas da UECE no CH as 15h [eu sei o horario é u ó!] se quiserem/puderem ir pra me dar apoio moral e de quebra me ver em um momento único, nervosa, gaguejando e suando frio, agradeço!
=]
beijos!
escrivinhado por Fernanda Sousa às 00:55 9 pitaco[s]
1 de noviembre de 2008
AA
Estou bebado. E admito isso porque uma das coisa boas de se estar consumido pelo alcool é exatamente poder falar tudo que se pensa, inclusive do seu elevado grau de alcolismo. Mas começo afirmando isso para que agora quando eu falar que estou apaixonado, vocês intenderem direito o quanto a combinação alcool mais paixão deixa o sujeito, como se diz na minha terra, abestado.
Estou bebado por uma menina com seus olhos de ouro e seu sorriso engraçado, que dá vontade de rir só de ouvir. Um cabelo assim mexido pra lá e pra cá e a voz que manda, pedindo devagarinho. Ela é meu lar. Ela não sabe disso, eu não falei, mas é. E eu a quero com tanta força que me privo de dividir isso com meu bem porque pode assustar. Eu poderia passar a noite toda velando seu sono, imóvel, sem querer tirar sua roupa e sem querer fazer amor, eu poderia ama-la só de ver seu sono feliz, sem mim.
Os meus amigos dizem que é falta de uma verdadeira mulher aqui perto e o muito conhaque que ando ingerindo por esses tempos de amor sem sentido algum, não posso evitar os olhos marejados de não ter e o pânico de pensar em ter e ter que deixar. Estou completamente embriagado e não há como evitar o porre de amor que me dá nauseas, choro e dor de cabeça. Malditos olhos vermelhos, maldito nariz escorrendo.
Amar é quase adoecer, só que consegue ser pior, porque não posso comprar um remédio na farmácia com meu cartão de crédito e meu seguro saúde não cobre esse tipo de enfermidade. É um caso terminal, ninguém quer se responsabilizar e eu não quero responsabilizar minha menina, meu bem.
Na verdade eu não sei o que me deu pra espalhar por aí nos botiquins que frequento e que tenho grande fama de valentão, que estou mole de amor, ninguém me reconhece. Mas eu sei que esse aqui, caido no chão e varrido pra debaixo do tapete da ressaca é que sou eu de verdade. Senhores, sou este homem destruido pelo conhaque barato e a guria mais cara. Sou esse finzinho de dignidade aqui, que de nada me serve, preferia seus beijos de rachar meu coração.
Não aguento mais. AA.
escrivinhado por Fernanda Sousa às 19:23 4 pitaco[s]
