29 de noviembre de 2008

A Ele

Sangue do meu sangue
Carne da minha carne.
Eu sou Sua semente...e não percebi.
Mas no fim, no intransigivel fim, notei isso...tarde demais.

Penso
Creio,
Acho...acho que errei, demais e muitas vezes mais.

O jeito Dele
O cabelo Dele
A cor dos olhos e da pele
O humor, ou a falta Dele.
A mesma impaciência

-você anda bebendo demais...
-você anda estudando pouco...
-você não deveria namorar este rapaz...

Penso
Creio
Acho...acho que não ouvi o suficiente e não tem ninguém pra me falar agora.

O medo de trovões
A paixão pelo samba
O Jeito distante
O Jeito rabugento...

-menina, você a cada dia fica mais parecida com seu Pai.

E só eu não percebi.
Mas agora...agora sim.

***

Quando criança eu só queria crescer. Depois de adulto tudo vira uma verdadeira porcaria, pena que a gente percebe isso tão tarde.

22 de noviembre de 2008

rapidinhas

sonhei que eu comprava uma carteira de cigarros, desse preto q eu fumo quando bebo, numa boate derrubada. tinha uma racha uó reclamando q alguém tinha vendido a ela um dos cigarros dos que eu tinha por 15 centavos, e eu gongava a cunhã mandando ela fumar calton, já q ela era uó. ela me olhou com ódio...eu disse q se fosse eu, eu venderia por no mínimo 25 centavos.

cara q sonho nada a ver com nada...puta que pariu...

***

é galera, foi péssimo enquanto durou. saí de lalá e estou engrossando novamente as estatisticas do ministério do trabalho. com o pequeno detalhe de q eu não tenho mais 19 anos.

se alguém souber de uma vaga pra mim viu, tow precisada.

***

chegou a droga do natal. odeio essa decoração cafona das lojas e esse ar de que "todos temos que fazer boas ações". fodam-se todos. eu quero é um colar feito dos chifres das renas do papai noel.

***

gentem, eu não queria comentar, mas...estou em crise.

***

16 de noviembre de 2008

Poema do contexto

Dobro e desdobro
abro, fecho
me transformo.
Em um, um milhão
faces, facetas, multifacetada sou.
Portas, janelas e fechaduras.
Entre sem bater,
bata antes de entrar,
não perturbe.
Dentre tantos comodos para andar
tantas possibilidades
escolhe:
Entrar ou sair?
Estar ou deixar?


...

"Mulher é desdobravel. Eu sou..." (*)




(*)título do poema de Adélia Prado.

14 de noviembre de 2008

Para você, um presente.

"José Arcadio Buendia se atrevió a murmurar:

- Es el diamante mas grande del mundo.
-No - corrigió el gitano. Es hielo."

G.G.Marquez. Cien años de Soledad.


"Advinanza
De la esperança:
lo mío es tuyo,
lo tuyo es mio;
toda la sangre
formando un rio"

Nicolás Guillén. El libro de los sones.


o 1o do grande amor da vida toda G.G Marquez, em homenagem a minha aquisição na bienal do livro hoje, o exemplar em espanhol.
=]

o 2o em homenagem ao presente que ganhei do Jorge Reina, cubano que conheci na bienal, e que me regaló el libro de Guillén me fazendo prometer que eu me apaixonaria por ele também.
=]

6 de noviembre de 2008

coisinhas

menti.
ele descobriu e jurou me abandonar.
fudeu.
kkkkkk

****

Pessoas queridas demais,

Minha defesa do artigo será quinta feira 06 de novembro no núcleo de lo línguas da UECE no CH as 15h [eu sei o horario é u ó!] se quiserem/puderem ir pra me dar apoio moral e de quebra me ver em um momento único, nervosa, gaguejando e suando frio, agradeço!

=]
beijos!

1 de noviembre de 2008

AA

Estou bebado. E admito isso porque uma das coisa boas de se estar consumido pelo alcool é exatamente poder falar tudo que se pensa, inclusive do seu elevado grau de alcolismo. Mas começo afirmando isso para que agora quando eu falar que estou apaixonado, vocês intenderem direito o quanto a combinação alcool mais paixão deixa o sujeito, como se diz na minha terra, abestado.

Estou bebado por uma menina com seus olhos de ouro e seu sorriso engraçado, que dá vontade de rir só de ouvir. Um cabelo assim mexido pra lá e pra cá e a voz que manda, pedindo devagarinho. Ela é meu lar. Ela não sabe disso, eu não falei, mas é. E eu a quero com tanta força que me privo de dividir isso com meu bem porque pode assustar. Eu poderia passar a noite toda velando seu sono, imóvel, sem querer tirar sua roupa e sem querer fazer amor, eu poderia ama-la só de ver seu sono feliz, sem mim.

Os meus amigos dizem que é falta de uma verdadeira mulher aqui perto e o muito conhaque que ando ingerindo por esses tempos de amor sem sentido algum, não posso evitar os olhos marejados de não ter e o pânico de pensar em ter e ter que deixar. Estou completamente embriagado e não há como evitar o porre de amor que me dá nauseas, choro e dor de cabeça. Malditos olhos vermelhos, maldito nariz escorrendo.

Amar é quase adoecer, só que consegue ser pior, porque não posso comprar um remédio na farmácia com meu cartão de crédito e meu seguro saúde não cobre esse tipo de enfermidade. É um caso terminal, ninguém quer se responsabilizar e eu não quero responsabilizar minha menina, meu bem.

Na verdade eu não sei o que me deu pra espalhar por aí nos botiquins que frequento e que tenho grande fama de valentão, que estou mole de amor, ninguém me reconhece. Mas eu sei que esse aqui, caido no chão e varrido pra debaixo do tapete da ressaca é que sou eu de verdade. Senhores, sou este homem destruido pelo conhaque barato e a guria mais cara. Sou esse finzinho de dignidade aqui, que de nada me serve, preferia seus beijos de rachar meu coração.

Não aguento mais. AA.